inaptidões e dois fatos cotidianos
06 Fevereiro, 2007
acho que vou tocar este blog de novo… e quando estiver no estágio eu coloco ele do jeito bonito que eu quero.. por enquanto vou só escrever besteira quando der na telha.. assim como agora
para quem não me conhece, preciso dizer que sempre fui bajulado por me destacar nos estudos na escola. Em compensação, todos sempre me falam: “tão inteligente para umas coisas.. mas tão burro para outras”. Eu classificaria isso como algumas inaptidões minhas…
Uma delas, mas neste caso acho que é uma inaptidão do ser humano (rs) é não conseguir abrir correspondências sem rasgá-las. Abaixo, fotos dos crimes cometidos hoje (veja o que sou capaz de fazer somente em um dia…rs):



Deve existir um meio mais eficiente de se fazer esse tipo de correspondência sem esses “breguetes” (hahahha breguetes é uma bela palavra).
Aproveitando meu espiríto fotão de hoje (não.. não é um grande foton… Rá! Pegadinha… rs infame, é um jeito “mais legal” de falar fotogênico), colocarei mais fotons foto(s):

Essa coisa no centro da foto é um bagulho que eu quero descobrir para que serve. Tem outro dispositivo que parece um foton poste mas que eu não tirei fotons fotos (ainda vou tirar e colocá-las aqui, à espera de um milagre alma caridosa que saiba a função da coisa). Digo isso, porque o leitor atento perceberá que a foto no flick se chama “segunda coisa que desconheço”, e se perguntará: “Mas quem diabos é Ari Pistola? Qual a primeira coisa desconhecida?”. E a explicação eu já lhes antecipei.
Vamos aos dois fatos cotidianos, porque já escrevi o título do post antes mesmo de tê-lo terminado. Um dia escrevei meus textos e passarei semanas revisando antes de postá-lo. Um dia o título será a última coisa a ser feita no meu texto. A cereja do bolo. Um dia.
O primeiro fato cotidiano acompanha duas fotons fotos:

Sim. Hoje eu acompanhei, de camarote (e de graça!… parece carnaval mesmo..rs), a recarga de um caixa eletrônico. Acho que é do ser humano se contentar em ver as coisas dos “bastidores” (mesmo que foi feito ao céu aberto, mas só por estar atrás do caixa eletrônico). Reparem no bolinho de dinheiro da segunda foto… eu imagino tantas coisas… a primeira é quanto dinheiro tem ali… Esse foi o segundo ou terceiro bolinho de dinheiro, e era de notas de 10 reais, mas houve antes um bolinho igualmente espesso de notas de 50 reais (mas esse eu só filmei.. não tirei foto).
A outra coisa que me veio à cabeça foi: o cara deixando o dinheiro ali em cima do “balcãozinho”… hum… se fosse eu… do jeito que sou esquecido.. poderia facilmente esquecer um bolinho de dinheiro ali em cima. Tudo bem que ele fecha a janelinha e o dinheiro iria permanecer seguro… mas é um tipo de distração que não pode ocorrer…. imaginem só..
E o outro fato cotidiano, para encerrar este texto (ufa), é a defesa de tese de mestrado que presenciei hoje. Não tirei fotons fotos, mas prometo descrever-lhes de forma tão real quanto um realista ou romancista faria..rs
Cheguei à gloriosa C2-32, sala do laboratório do GAS (Grupo de Análise de Segurança) da USP, para encarar mais uma rotina da gloriosa Iniciação Científica (PIBIC) e o glorioso Ricardo (cujo nome, assim como o meu, consta no site do laboratório) me perguntou se eu iria assistir à defesa da tese de mestrado. Eu nem sabia ao que ele se referia.
Como bom bicudo estagiário, resolvi assistir. Fui até uma pequena sala, porém confortável e até com certo luxo (cadeiras universitárias, mas almofadadas e com veludo por cima. Além de um notebook ligado a um retroprojetor). A gloriosa “mestrante”… (rs.. quem está defendendo mestrado é o que?). Enfim, a gloriosa pretendente a mestre já havia começado. Em 2 segundos minha boa impressão sobre a sala foi ofuscada pela minha má impressão do sistema como um todo. Explico:
Na sala, em pé somente a que defendia sua tese. Sentadas mais 4 pessoas: meu orientador da iniciação científica, que era o orientador do mestrado da moça, duas mulheres que compunham a banca e mais um perdido. Um clima horrível ao meu ver. Aquela sensação de fiasco. Ainda cheguei no meio e não entendi sobre o que ela estava falando. Numa cadeira vazia, havia uma cópia da tese. Um baita livrão brochura, bonito.
Depois as coisas melhoraram: chegou uma parte de fácil entendimento da tese, depois vieram exemplos de aplicação “em campo” da tese. Chegou a ter momentos engraçados. Uma coisa que eu achei muito legal foi, após a defesa da tese, a avaliação da primeira mulher da banca (por sinal, saímos eu e o Ricardo antes dela acabar… mas acredito que já no fim da avaliação dela).
A mulher da banca mostrou uma segurança para falar, uma expontaneidade e uma felicidade que tornaram o ambiente harmonioso (ou mais harmonioso, já que naquela altura eu já estava acostumado com o “mal-estar” além dos exemplos terem descontraído a coisa). A tese foi bastante elogiada, foram comentados alguns erros de português (na hora achei absurdo uma tese ter erros de português, depois soube que era até comum) e observações que mostraram a experiência da mina da banca no tema, pois parecia que ela tocava exatamente nos pontos que a defensora da tese tinha tentado acochambrar…rs
Me disseram que uma tese ser elogiada desse jeito é raridade.
Apesar do meu entusiasmo (primeira tese ninguém nunca esquece..rs) devo dizer que é um bagulho chato. Por mais que eu tenha gostado do tema e tenha muitas vezes pensado em coisas do gênero (falava sobre DR aplicado em ERP…rs pior que era isso mesmo.. mas no fundo falava apenas para registrar as decisões tomadas num projeto e aplicar uma lógica na hora de fazer essas decisões visando tanto escolher a decisão acertada, mas, principalmente, visando criar uma “memória institucional”. Ou seja, um registro de escolhas já feitas no projeto e do porquê de terem sido feitas, para que novos participantes do projeto não tenham que percorrer um caminho “já percorrido”.). Isso é muito útil por exemplo, no meu caso, quando eu faço mudanças no código do meu blog por exemplo. Se eu fizesse um registro que todos que tem blog pudessem acessar, veriam coisas já testadas por mim, e poderiam ou testar algo novo e registrar sua experiência, ou escolher algo já feito por mim, cujos resultados foram satisfatórios (e estejam devidamente registrados).
Hoje saiu resultado da FUVEST. Parabéns à minha irmã que passou como treineira biológicas.