se arrependimento matasse…
06 Fevereiro, 2007
Uma frase que escuto (escutei) muito é: “Não me arrependo de nada que fiz.”. Talvez, na primeira vez em que a ouvi, eu tenha me impressionado. Mas, provavelmente da segunda vez em diante (se não me falha a memória), eu já começava a formar minha opinião sobre o tema.
Aliás, confesso ter ouvido nesta novela das 8 da globo a defesa de uma opinião parecida com a minha sobre o tema. Interessante que eu odeio novelas, é fato público. Diria que a probabilidade de eu assistir novela e ainda captar algo de bom tende a zero. Quando assisto (geralmente durante a “janta”..rs acompanhado da família) costumo debochar das situações artificiais e representações nada realistas.
Na cena, a personagem de Regina Duarte comentava sobre ter dito alguma vez a frase aqui tão comentada:
- Provavelmente devo ter visto esta frase em algum lugar e achei-a bonita. Coisas de adolescente.
A frase dita pela personagem não foi exatamente essa, mas o sentido foi esse. Claro que na novela não houve a mesma discussão profunda sobre o tema que se verá neste post em seguida…rs
O que eu acho da frase: “Não me arrependo de nada que fiz.”, em resumo, é
Se você não se arrependeu de nada, então sua vida não valeu de nada. Opinião um pouco polêmica talvez. Mas, acho que se você não se arrependeu de nada, significa que você não reconheceu seus erros. E você errou, todos erram, fique certo disso. Ninguém é perfeito. Mas podemos tentar ser alguém melhor… como? Errando, sofrendo, se arrependendo e aprendendo.
Eu diria que a discussão é até óbvia, mas nunca vi nada sobre o tema…rs
obs.: enquanto escrevia o post e fui obrigado a escrever “personagem” lembrei-me de quão interessante é o fato de personagens masculinos serem chamados também por “a personagem”. Ou seja, quando falei “a personagem de Regina Duarte” poderia ter falado “a personagem de Rodrigo Santoro”. Nada muito a comentar sobre isso.. apenas engraçado…rs
obs.(2): preciso usar menos “que”´s nos meus textos. Aliás, é um insulto aos textos chamar isso aqui de texto. Nos meus posts, mais adequado.
13 Fevereiro, 2007 at 2:37 pm
Eis aí. Enquanto lia, me perguntava será que ele usou “personagem” no feminino porque é da Regina Duarte que fala ou porque sabe que é (já foi, mas já não é mais) um substantivo feminino?
Agora, como é dito que “o uso do cachimbo faz a boca torta”, de tanto insistirem no erro de falar e, pior, escreverem “o” personagem, acabou o Aurélio — pois acabo de ir a ele — assumindo a dualidade. Lá está assim: Personagem, do fr. personnage; s.f.e m.
Ah, mas não gostei, e então fui ao velho e seguro Laudelino e, aí sim encontrei: Personagem, s.f. Lat. Persona.
Daí, cá com meus botões, pensei: Já que com o passar do tempo é certo que o vocábulo pode se modificar, será que esse mesmo tempo altera também a sua origem?