Eu já falei aqui sobre minha repudia aos postes de transmissão de energia elétrica, principalmente pela feiúra dos mesmos.

Por outro lado, não tenho certeza se já comentei que gostaria de ver no futuro a transmissão de energia elétrica sem uso de fios. Lembro de já ter visto numa SuperInteressante que houve alguns malucos que conseguiram tal feito utilizando o princípio de Reverberação, isto é, conseguiram fazer algum objeto vibrar na mesma freqüência de algumas ondas (não me lembro de qual tipo, provavelmente ondas de som), “absorvendo” a energia das ondas. Ou seja, a energia foi transmitida pelas ondas (sem fio).

Outra coisa que eu lembro bem é de debocharem da minha idéia louca de retirar os postes com uma frase to tipo: “É… ainda não inventaram transmissão de energia elétrica sem fio.” Eis que ontem me veio à cabeça o seguinte pensamento:

“Já existe transmissão de energia elétrica sem fio! É a luz do Sol!”

Sim, se formos pensar teoricamente, qualquer onda eletromagnética é uma transmissão de energia sem fio.

Como em muitas das minhas teorias, há muitas dificuldades em se colocá-la em prática. A principal, imagino, é como fazer uma transmissão de onda eletromagnética dirigida?

Eventualmente essa transmissão de onda não precisa ser dirigida… Emitiríamos as ondas pelo mundo inteiro e aparelhos especializados captariam essa energia, assim como hoje a energia da luz é captada e transformada em corrente elétrica. A idéia seria então fazer com que os aparelhos internamente captassem as ondas eletromagnéticas e as transformassem em corrente elétrica.

Assim os aparelhos não precisariam de nenhum fio para funcionar.

Me parece muito utópico ainda, mas quem sabe a solução seja por aí.

Acabei de perceber: sempre penso nos incômodos da vida cotidiana, dos mais triviais e bobos àqueles tristes e difíceis de se corrigir. E na busca de soluções é que surgem minhas (mesmo que não tão espontâneas) teorias (a maioria pelo menos). A eterna busca do conforto! Isso é razão para se viver, mas eu discuto sobre isso num outro post. Obviamente há coisas que a tecnologia não pode mudar, como a pobreza, desigualdade, corrupção. Acho melhor não duvidar da tecnologia: pelo menos até agora, a tecnologia não pode mudar esse tipo de coisa (mas vai que descobrem uma forma de fazer comida super rápida e eficiente e acabam com a fome… só um devaneio para justificar o medo da tecnologia me desmentir…rs).

Essa busca do conforto têm vários estágios, e um deles que está na moda atualmente é o conforto visual. E se existe algo que enfeia São Paulo são os postes e linhas de transmissão de energia elétrica. E voilá messier, ce qui t’ idée? (Repare leitor, finjo saber outra língua, sem nem ao menos saber corretamente a língua pátria).

A idéia é simples: Acabar com postes e linhas de transmissão de energia! Fácil na teoria, difícil na prática. Ou então, tornar nossos postes e linhas de transmissão de energia mais bonitos, agradáveis à vista. Afinal, e aproveitando o gancho político que o período nos proporciona, governar e melhorar uma cidade, um país, não é somente dar moradia, educação, saúde e segurança a todos, é dar uma cidade melhor, onde a vida seja mais alegre e confortável.

Transmissão de energia por radiofrequência? Quem sabe um dia. Por enquanto poderíamos pintar os fios de forma colorida, ou então colocá-los abaixo da terra (mas esta segunda opção traz alguns inconvenientes óbvios). Postes não de cimento, mas de um plástico super resistente, transparente ou colorido. São poucos que pensam na beleza da cidade…. isso deveria ser tratado com mais carinho.

Gostaria de deixar um outro registro aqui: a possibilidade da geração de energia elétrica descentralizada, cogeração de energia, palavras que podem tornar-se realidade em algum tempo e podem ajudar a diminuir o uso dos fios. Uma notícia relativamente recente (que eu consegui não encontrar, mesmo sendo das mais específicas) dava conta que nos metrôs do Japão empregarias-se as catracas para gerar energia elétrica. Descentralização é definitivamente uma palavra de futuro. Descentralizando as coisas damos mais segurança, ficamos menos dependentes de determinado ramo, facilitamos a transmissão da energia, facilita a construção de novos “micro-geradores” entre outras vantagens.

Aliás, as catracas geradoras de energia são das coisas mais inteligentes. Gerando energia de um esforço que era feito ao léu. Imagine conseguíssemos aproveitar um décimo da energia gasta por nós mesmos nas atividades diárias, para gerar energia elétrica. Tem até um pouco de Matrix nisso: as máquinas não usavam a energia dos seres humanos para se “alimentarem”? Por que não poderíamos usar nós mesmos dessa energia? Os japoneses vão usar… cada um que fizer aquela forcinha para passar a catraca, ajudará a gerar energia, diminuindo gastos, inclusive.

transmissão do pensamento

27 Setembro, 2006

Aparado pela teoria dos nabos, uma das que mais gosto por sinal, mostrarei aqui a teoria da transmissão dos pensamentos, outra que tem grande prestígio dentre o meio científico. Aliás, tinha ficado triste por, depois do começo do blog, as teorias terem desaparecido, porém hoje já lembrei de algumas e portanto, tenho tema por no mínimo duas semanas.

Vou estrear também um recurso legal, o do link “continue a ler este texto especificamente em outra página, caso não queira ler você não é obrigado a carregar todo o texto na página inicial”. Na verdade o link é bem mais curto:

Read the rest of this entry »

refletindo um pouco sobre as novas tecnologias e sobre o fato de que geralmente as coisas mais novas quebram mais facilmente.

as coisas mais novas tendem à ser menores, ocupar menos espaço, gastam menos energia e tal. imagino então uma engrenagem de dimensões reduzidas, por exemplo um cooler de computador. um dos grandes problemas de um cooler de computador é a poeira que se acumula, aliás há vários componentes eletrônicos que se danificam precocemente devido à poeira… poderia haver um meio super eficiente de combater a poeira no futuro…

bolinhas… sim. bolinhas com aparência metálica, do tamanho de bolas de gude ou menores, com sensores ultra-sensíveis flutuando por aí. bolinhas que possuíssem uma bateria e pudessem levitar por um tempo considerável, uma ou duas horas. ao detectar poeira elas iriam em direção à poeira e a aspirariam… lembraria o pacman (heheheh para quem não lembra é aquele joguinho que tem um bolinha amarela com uma boca que vai comendo as bolinhas menores e tem que fugir dos monstrinhos).

as bolinhas teriam que ter uma inteligência para desviar das pessoas, distinguir entre as coisas e as sujeiras e mais: poderia haver um estoque de bolinhas, e elas ficam carregando sua bateria nesse estoque, e quando uma bolinha estiver com a pilha acabando ela vai para o estoque e uma que estava no estoque vai para o ar. e em horários que a sujeira no ar está mais crítica, haveria várias bolinhas trabalhando, quando a sujeira diminuísse, mais bolinhas recarregariam sua bateria.

essa idéia me surgiu ontem pela noite, quando já estava na cama. tentei escrever aqui exatamente como pensei, inclusive com alguns saltos meio “ilógicos”, naturais de um pensamento humano. este post acredito que foi o mais perto que consegui de algo que seria registrar meus pensamentos. é para este tipo de post que este blog nasceu, esses pensamentos noturnos.

agora só para fazer uma análise: a idéia, no geral parece inconcretizável. primeiro porque sistemas purificadores de ar são totalmente diferentes disso. segundo que caso conseguissem fazer bolinhas flutuarem, e ainda conseguissem orientar a direção para qual elas vão, seria mais difícil ainda que a bolinha conseguisse “captar” a sujeira… até porque não acho que a sujeira flutue como algo vísivel, ou porque é tanto pó que na verdade os purificadores têm seu formato justificado (parecem ar-condicionado, aspirando grande quantidade de ar, retendo o máximo possível de impurezas, e devolvendo um ar com concentração de impurezas menor). daquelas coisas que não achamos argumentos válidos mas temos a certeza do que afirmamos, acho que mão funcionaria, mas não sei explicar direito o porquê.

Nasce um blog!

17 Setembro, 2006

Um fenômeno curioso acontece comigo: quase sempre logo após me deitar na cama, lembro de alguma coisa que devia ter feito no dia. Acabo de me deitar e lembro daquilo que estava tentando lembrar, sem sucesso, instantes antes. E tentava lembrar antes justamente para não lembrar deitado e ficar com a tentação de resolver o assunto lembrado, naquele instante que por nada no mundo queremos sair da cama. Eu deito na cama e surgem argumentos para discussões feitas pelo dia. Eu deita na cama e opiniões diferentes sobre os temas ouvidos começam a brotar na minha mente. Pensamentos aos turbilhões… e de repente estou dormindo.

Este fenômeno eu considero até normal, pois na cama, com a mente relaxada, abro espaço para as idéias, e às vezes frustro-me em não registrá-las por preguiça. É, portanto, para satisfazer esta necessidade jornalística minha (e acredito até ser esta uma necessidade de todas as pessoas, não só jornalística, mas de se sentir e se fazer “ouvido”, ou, no caso, “lido”) que eu crio este blog, que se fará principalmente dessas idéias malucas que surgem durante a noite:

Ensaios Noturnosdiscussões aleatórias e espontâneas (ou não tão espontâneas)“, não tão espontâneas porque acredito que o mundo que nos rodeia interfere significativamente nas nossas idéias e opiniões.

E o que me traz ao começo deste blog?
De forma mais indireta, é este poema não muito famoso que começa assim:

“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos!, ser gauche na vida”

Após encontrar um livro entitulado: “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, que eu procurava (já perto da meia-noite) para relembrar do tal poema, eu começo a discorrer mentalmente sobre como deveriam ser os livros no futuro para que facilitassem a leitura e não acabassem esquecidos no fundo dos armários. E assim começa o primeiro “Ensaio Noturno” que quase se chamou “Ensaio na Madrugada”.

ps: comecei com este post no ensaiosnoturnos.zip.net, porém analisando os avanços dos sistemas de blogs senti que seria vantajoso migrar para o wordpress, por enquanto usando o serviço com hospedagem gratuita, mas ainda vamos migrar para uma hospedagem e ter um blog totalmente personalizado, porém o endereço http://blog.ruppel.eng.br continuará o mesmo.


Eu acho que aproveitaria melhor os livros se consultasse sempre o dicionário quando aparecessem palavras estranhas a mim. Apesar do contexto geralmente ser esclarescedor, o significado literal de uma palavra pode fazer diferença num texto.

O problema é a dificuldade de consultar um dicionário. Mesmo os menores e mais práticos (que já são menos abrangentes) exigem um trabalho desestimulante para consulta. Em contraposição, tenho instalado no computador um DIC-Michaelis que considero muito prático, apesar da necessidade óbvia do computador estar ligado para seu uso.

Minha primeira idéia é então de sugerir aos que fabricam dicionários que vendam seu produto como software. Seria excelente que fosse um software compatível com dispositivos portáteis, como Palm-tops, para termos assim a portabilidade de mini-dicionários (aqui transportados na figura do Palm) junto da agilidade de consulta de um software.

Aprimorando a idéia poderia sugerir às editoras de livros que se unissem aos que fabricam dicionários (acredito que são editoras também) e vendessem os livros na forma de software. Imagine você lendo o livro no Palm e, diante de uma palavra estranha, bastaria clicar sobre a palavra para aparecer seu significado. Você compraria o software, ou ainda apenas o direito de fazer o download do software (numa visão messianica vejo o espaço para armazenamento de dados como um grande problema no futuro). Poderia ser um software compatível com Palms ou ainda um dispositivo digital próprio para livros. A vantagem do software é o preço. De qualquer forma o importante é termos a função livro e dicionário num dispositivo portátil! O futuro é dos portáteis!

Por sinal, há algum tempo venho idealizando um dispositivo portátil que reúna as funções de escrever coisas, ler coisas, comunicar-se (como um celular), ouvir músicas e rádio, assistir televisão, ver filmes, acessar à internet e fazer operações básicas de computadores. Até aqui tudo muito nomal e bem próximo da nossa tecnologia, agora vem o pulo do gato: Seria um dispositivo com uma tela expansível, enquanto usando funções como celular, rádio ou alguma que não exija uma tela grande você usa esse dispositivo no formato compacto, mas se tiveres vontade de assistir televisão em tela digna de televisão, diferentemente das telas dos celulares e Palms atuais, bastaria acionar a tela expansível. O futuro é dos portáteis multi-funcionais!

No futuro mesmo, esse dispositivo com tela expansível poderia ser até uma tela flutuante, que lhe poupasse o esforço de carregá-lo e manejá-lo e seria bom que todo esse post aqui que eu pensei e passei para o papel de madrugada e somente agora passo ao computador fosse escrito e publicado logo que eu pensasse nele, ou para ser mais fisicamente possível (porque imagino que ler pensamentos seja algo difícil), que só de falar em voz alta o post fosse escrito no blog. Só de chamar uma função por voz, uma tela flutuante apareceria nas nossas frentes, com as funções que desejássemos. O futuro é do pensamento!

E deixo também uma questão mais filosófica: será que no futuro as pessoas continuarão a escrever livros? Pois escrever um livro é muito cansativo, e o hábito da leitura de livros parece diminuir com o avanço da tecnologia, o futuro é dos blogs, mais fáceis de serem escritos e cuja leitura só aumenta com a tecnologia. Seria uma pena ver o fim dos livros…