Eu já falei aqui sobre minha repudia aos postes de transmissão de energia elétrica, principalmente pela feiúra dos mesmos.

Por outro lado, não tenho certeza se já comentei que gostaria de ver no futuro a transmissão de energia elétrica sem uso de fios. Lembro de já ter visto numa SuperInteressante que houve alguns malucos que conseguiram tal feito utilizando o princípio de Reverberação, isto é, conseguiram fazer algum objeto vibrar na mesma freqüência de algumas ondas (não me lembro de qual tipo, provavelmente ondas de som), “absorvendo” a energia das ondas. Ou seja, a energia foi transmitida pelas ondas (sem fio).

Outra coisa que eu lembro bem é de debocharem da minha idéia louca de retirar os postes com uma frase to tipo: “É… ainda não inventaram transmissão de energia elétrica sem fio.” Eis que ontem me veio à cabeça o seguinte pensamento:

“Já existe transmissão de energia elétrica sem fio! É a luz do Sol!”

Sim, se formos pensar teoricamente, qualquer onda eletromagnética é uma transmissão de energia sem fio.

Como em muitas das minhas teorias, há muitas dificuldades em se colocá-la em prática. A principal, imagino, é como fazer uma transmissão de onda eletromagnética dirigida?

Eventualmente essa transmissão de onda não precisa ser dirigida… Emitiríamos as ondas pelo mundo inteiro e aparelhos especializados captariam essa energia, assim como hoje a energia da luz é captada e transformada em corrente elétrica. A idéia seria então fazer com que os aparelhos internamente captassem as ondas eletromagnéticas e as transformassem em corrente elétrica.

Assim os aparelhos não precisariam de nenhum fio para funcionar.

Me parece muito utópico ainda, mas quem sabe a solução seja por aí.

urnas eletrônicas nos eua

07 Novembro, 2006

antes de tudo: vou falar de um assunto que não tenho conhecimento… se eu estiver falando besteira sinta-se a vontade para me xingar… mas é só um relato rápido da impressão que fiz sobre essa história de urnas eletrônicas nos Estados Unidos

não sabe do que estou falando? pode ver aqui mas resumindo deu o maior pau nas urnas eletrônicas nos EUA

e o desabafo é: eles não são o país da tecnologia, da modernidade, do futuro? Então vamos levar nossos brasileiros atrasados, preguiçosos e analfabetos para lhes ensinar a votar na urna eletrônica.

isto é celular bonito

18 Outubro, 2006

Vi aqui.

Sem dúvida os celulares mais bonitos que já vi.

certa vez num prédio aqui da Penha houve um problema com a água encanada. E um certo morador deste prédio, cuja mãe têm grandes neuras higiênicas (diria até com razão), teve sua vida alterada. nada muito grave. mas, devido à questionável qualidade da água encanada, passamos a beber apenas água de galão (daqueles de 20 litros, que se encontra em toda esquina em distribuidoras de água, muito utilizado em hospitais, clínicas e escritórios, disponíveis num suporte que eventualmente oferece a opção de água gelada, enfim, sem prolongar-me no parentêses).

E uma dificuldade óbvia que surgiu, além do transporte do galão, é a transferência da água do galão para garrafas de 1,5 ou 2 litros. Essa transferência seria para armazenar as garrafas posteriormente na geladeira. Caso usássemos este suporte: suporte
já seria complicado. Mais complicado ainda quando fazemos esta transferência de água “na mão”. Às vezes usando um funil, outras apenas fazendo a transferência por etapas (do galão para uma jarra, e desta para uma garrafa).

Agora, porém, surgiram certos “avanços da tecnologia” (Boça) para facilitar a vida (como deveria ser obrigação de um avanço da tecnologia), que lhos descrevo a seguir.

O primeiro deles é um galão mais higiênico, com material que dá sensação maior de limpeza. Este galão tem uma nova tampa que, junto do segundo avanço da tecnologia, permite que você faça com facilidade uma das maiores dificuldades, que é a árdua tarefa de colocar o galão nesse suporte da figura. Por sinal, o segundo avanço da tecnologia é justamente um novo suporte (igual ao da figura), mas com um bico na parte interna. O novo galão tem algo que lembra um “furo pré-desenhado”, por onde entrará esse bico, que furará e abrirá o galão, sem derramar água e com a mínima exposição da mesma.

Mas a grande inovação será explicada agora…

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Nasce um blog!

17 Setembro, 2006

Um fenômeno curioso acontece comigo: quase sempre logo após me deitar na cama, lembro de alguma coisa que devia ter feito no dia. Acabo de me deitar e lembro daquilo que estava tentando lembrar, sem sucesso, instantes antes. E tentava lembrar antes justamente para não lembrar deitado e ficar com a tentação de resolver o assunto lembrado, naquele instante que por nada no mundo queremos sair da cama. Eu deito na cama e surgem argumentos para discussões feitas pelo dia. Eu deita na cama e opiniões diferentes sobre os temas ouvidos começam a brotar na minha mente. Pensamentos aos turbilhões… e de repente estou dormindo.

Este fenômeno eu considero até normal, pois na cama, com a mente relaxada, abro espaço para as idéias, e às vezes frustro-me em não registrá-las por preguiça. É, portanto, para satisfazer esta necessidade jornalística minha (e acredito até ser esta uma necessidade de todas as pessoas, não só jornalística, mas de se sentir e se fazer “ouvido”, ou, no caso, “lido”) que eu crio este blog, que se fará principalmente dessas idéias malucas que surgem durante a noite:

Ensaios Noturnosdiscussões aleatórias e espontâneas (ou não tão espontâneas)“, não tão espontâneas porque acredito que o mundo que nos rodeia interfere significativamente nas nossas idéias e opiniões.

E o que me traz ao começo deste blog?
De forma mais indireta, é este poema não muito famoso que começa assim:

“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos!, ser gauche na vida”

Após encontrar um livro entitulado: “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, que eu procurava (já perto da meia-noite) para relembrar do tal poema, eu começo a discorrer mentalmente sobre como deveriam ser os livros no futuro para que facilitassem a leitura e não acabassem esquecidos no fundo dos armários. E assim começa o primeiro “Ensaio Noturno” que quase se chamou “Ensaio na Madrugada”.

ps: comecei com este post no ensaiosnoturnos.zip.net, porém analisando os avanços dos sistemas de blogs senti que seria vantajoso migrar para o wordpress, por enquanto usando o serviço com hospedagem gratuita, mas ainda vamos migrar para uma hospedagem e ter um blog totalmente personalizado, porém o endereço http://blog.ruppel.eng.br continuará o mesmo.


Eu acho que aproveitaria melhor os livros se consultasse sempre o dicionário quando aparecessem palavras estranhas a mim. Apesar do contexto geralmente ser esclarescedor, o significado literal de uma palavra pode fazer diferença num texto.

O problema é a dificuldade de consultar um dicionário. Mesmo os menores e mais práticos (que já são menos abrangentes) exigem um trabalho desestimulante para consulta. Em contraposição, tenho instalado no computador um DIC-Michaelis que considero muito prático, apesar da necessidade óbvia do computador estar ligado para seu uso.

Minha primeira idéia é então de sugerir aos que fabricam dicionários que vendam seu produto como software. Seria excelente que fosse um software compatível com dispositivos portáteis, como Palm-tops, para termos assim a portabilidade de mini-dicionários (aqui transportados na figura do Palm) junto da agilidade de consulta de um software.

Aprimorando a idéia poderia sugerir às editoras de livros que se unissem aos que fabricam dicionários (acredito que são editoras também) e vendessem os livros na forma de software. Imagine você lendo o livro no Palm e, diante de uma palavra estranha, bastaria clicar sobre a palavra para aparecer seu significado. Você compraria o software, ou ainda apenas o direito de fazer o download do software (numa visão messianica vejo o espaço para armazenamento de dados como um grande problema no futuro). Poderia ser um software compatível com Palms ou ainda um dispositivo digital próprio para livros. A vantagem do software é o preço. De qualquer forma o importante é termos a função livro e dicionário num dispositivo portátil! O futuro é dos portáteis!

Por sinal, há algum tempo venho idealizando um dispositivo portátil que reúna as funções de escrever coisas, ler coisas, comunicar-se (como um celular), ouvir músicas e rádio, assistir televisão, ver filmes, acessar à internet e fazer operações básicas de computadores. Até aqui tudo muito nomal e bem próximo da nossa tecnologia, agora vem o pulo do gato: Seria um dispositivo com uma tela expansível, enquanto usando funções como celular, rádio ou alguma que não exija uma tela grande você usa esse dispositivo no formato compacto, mas se tiveres vontade de assistir televisão em tela digna de televisão, diferentemente das telas dos celulares e Palms atuais, bastaria acionar a tela expansível. O futuro é dos portáteis multi-funcionais!

No futuro mesmo, esse dispositivo com tela expansível poderia ser até uma tela flutuante, que lhe poupasse o esforço de carregá-lo e manejá-lo e seria bom que todo esse post aqui que eu pensei e passei para o papel de madrugada e somente agora passo ao computador fosse escrito e publicado logo que eu pensasse nele, ou para ser mais fisicamente possível (porque imagino que ler pensamentos seja algo difícil), que só de falar em voz alta o post fosse escrito no blog. Só de chamar uma função por voz, uma tela flutuante apareceria nas nossas frentes, com as funções que desejássemos. O futuro é do pensamento!

E deixo também uma questão mais filosófica: será que no futuro as pessoas continuarão a escrever livros? Pois escrever um livro é muito cansativo, e o hábito da leitura de livros parece diminuir com o avanço da tecnologia, o futuro é dos blogs, mais fáceis de serem escritos e cuja leitura só aumenta com a tecnologia. Seria uma pena ver o fim dos livros…